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Foragido do MT é preso com centenas cheques em branco em GO

04/02/2017 às 07:53

Um homem de 36 anos foi preso na terça-feira (24) com centenas de folhas em branco para impressão de cheques de vários bancos, em Goiânia. De acordo com a Polícia Civil, Ricardo Proença de Oliveira afirmou em depoimento que conseguia os papéis em outros estados e fazia a impressão dos talões “por encomenda” para outros estelionatários. A polícia apura se as folhas eram de fato falsas ou se foram desviadas dos bancos.

Segundo o delegado Kleyton Manoel Dias, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic),  Ricardo passava cheques de altos valores no comércio da capital.  Ele era foragido pelos mesmos crimes Pontes e Lacerda (MT) e em Cuiabá. De acordo com o investigador, apesar do suspeito se apresentar como fornecedor, a polícia não descarta que ele também utilizava os cheques no mercado.

Nós vamos investigar se de fato as folhas são verdadeiras ou não. São tantas folhas que ainda não conseguimos quantificar. A maioria estava em branco, sem nenhum nome de cliente ou agência bancária impressos. O potencial lesivo disto é enorme, tem a capacidade de causar um prejuízo muito grande a comerciantes, a pessoas de bem da nossa cidade. Alguns cheques estavam preenchidos, prontos para ser entregues para vítimas como pagamento”, disse o delegado.

Ricardo foi preso na noite de terça-feira no Jardim América, na região sudoeste de Goiânia. Conforme a investigação, ele morava há dois anos em Goiânia com uma namorada. O delegado afirma que chegou até o suspeito depois que recebeu várias denúncias de que um homem estaria utilizando cheques supostamente falsos na capital.

G1 entrou em contato por e-mail com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), nesta quarta-feira (25), e aguarda um posicionamento das entidades financeiras sobre o caso.

“Nós tínhamos a informação de que havia um cidadão emitindo vários cheques fraudados, o que até então acreditávamos que fossem roubados. Conseguimos identificar e Ricardo. Na casa dele, além das folhas de cheques, encontramos um computador com um programa específico para imprimir dados de clientes nos cheques”, explicou.

O delegado afirma que, pelo tipo de crime, os receptadores eram pessoas que tinham documentos roubados, falsificados ou possuíam informações bancárias de alguém.

“Os dados bancários, geralmente, são encomendados por algumas pessoas que querem se passar por talonário do cheque. Se alguém tinha uma identidade falsa no nome de uma pessoa, encomendava um talão no nome dela e conseguia facilmente passar pra frente, tendo em vista que a gente não vê diferença com documentos originais”, disse.

Ele foi autuado em flagrante por estelionato e permanece preso na carceragem da Deic, na capital.